terça-feira, 15 de novembro de 2011

Mosto apresenta a evolução do cante alentejano

Mosto (do latim mŭstum, "novo", "jovem") "é toda mistura açucarada destinada à fermentação alcoólica. Em vinicultura, o termo é usado para referir-se ao sumo de uvas frescas utilizado antes do processo de fermentação". Neste caso, o termo é utilizado para dar nome a um novo projecto musical que está a dar que falar. A música tradicional alentejana nunca mais será a mesma e está constantemente a reinventar-se. Com os Mosto, podemos ouvir o cante ao som do piano!

O trabalho artístico dos três elementos - César Silveira (piano), Paulo Ribeiro (voz) e Carlos Arruda (voz) - reune modas tradicionais do Alentejo com uma nova roupagem musical.

Segundo os elementos, «reinventar a tradição oral do Alentejo como entidade, como identidade em permanente construção é o pilar central sob o qual o grupo se edifica, num estilo musical único, repleto de aproximações contemporâneas».

Aqui fica para descobrir os Mosto:

CSS de C-ansei de S-er S-exy

Os CSS são a banda brasileira que vão estar em Portugal muito brevemente. Tocam a 28 de Novembro em Lisboa e no dia seguinte no Hard Club, no Porto. Trazem o novo álbum La Libéracion e é precisamente essa a mensagem que podemos retirar desta música "City Grrrl" e, não, não está errado é mesmo assim o título do tema, mais um pormenor que faz parte da irreverância da banda. Os CSS estão também a atravessar um momento menos bom a saída repentina de Adriano Cintra, fundador, compositor e produtor da banda.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

«Tenho pessoas à minha volta que me ajudam imenso»



Por entre a correria de quem sobe de palco em palco, por se encontrar em plena digressão nacional, encontrei a Aurea em Ourique pronta para mais um grande espectáculo, desta vez inserido nas Festas de Santa Maria da vila.


Se há um ano atrás este nome quase não soava a nada, agora, e depois de um globo de ouro e um álbum revelação nacional que já é disco de platina, este nome tornou-se no reconhecer de uma voz que nos soa inconfundível.


Aurea, 23 anos, tem sangue alentejano e é dona de uma voz soul potente, por vezes comparada à de muitas estrelas internacionais.


Estive à conversa com ela e deparei-me com uma menina em corpo de mulher. De voz meiga mas madura e uma grande presença em palco, Aurea falou-me do álbum, do sucesso repentino e de como aqui chegou em tão pouco tempo. Ouve em Podcast.









Podcast_Entrevista_Aurea_Rádio_Ourique_Agosto_2011 by radioourique

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O fim da 'Doninha'

Os Da Weasel são uma das bandas inconfundíveis dos anos 90 e que continuaram a surpreender no novo século. A banda que revolucionou a música em Portugal chega ao fim depois de 17 anos de carreira.

É a notícia que espanta o panorama musical português e porque não internacional, e que surpreende mesmo todas as pessoas que gostam de música. Sim, mesmo aqueles que não apreciam tanto a cena Hip Hop porque se há coisa que os Da Weasel tinham era o facto de fazer as pessoas gostarem da sua música, independentemente do estilo e, isso é de génio.


Os Da Weasel são originários de Almada e nem sempre se ouviram na língua portuguesa. A banda começou por cantar em inglês com o tema experimental «Da King (Monkey Version)» e depois com o sucesso «God Bless Johny». Foi a partir daqui que se deu a transição para a língua de Camões e Dou-lhe Com a Alma é o aguardado disco de estreia – 1º álbum do género de uma banda nacional, estávamos então em 1995.


Da formação inicial da banda faziam parte Pacman, Armando Teixeira, Jay Jay (irmão de Pacman) e Yen Sung, mas por volta de 1995 o único elemento feminino sai, Yen Sung, e entra o incontornável Virgul.

As discografias da banda foram todos momentos altos da carreira, das quais fazem parte depois do disco de estreia, o álbum 3º Capítulo de 1997; 2 anos depois surge Iniciação a Uma Vida Banal - O Manual e em 2001 chega o novo álbum de originais Podes Fugir Mas Não Te Podes Esconder onde fica para a história o single «Tás na boa». Em 2004 a doninha lança Re-Definições, o disco onde foram muito bem sucedidos atingindo 60 mil cópias vendidas, de onde sai o tema que pela sua simplicidade se torna estrondoso, falamos de «re-tratamento». Em 2007 e depois de completamente consagrados no panorama musical português, surge aquele que seria o último álbum da banda Amor, Escárnio e Maldizer. Com várias participações especiais, destacam-se os temas «Dialectos da Ternura» e «Mundos Mudos».

Nos destaques internacionais, os Da Weasel levaram a música portuguesa a todo o mundo e actuaram, por exemplo, em Macau e no Olympia de Paris. Ganharam ainda vários prémios ao longo da sua carreira, entre os quais prémio na categoria Best Portuguese Act dos MTV Europe Music Awards por 2 vezes, em 2004 e 2007.

Os Da Weasel foram sem dúvida uma lufada de ar fresco que marcaram uma geração e onde nos fez acreditar que "não existem problemas, só existem soluções".
Mas eles vão continuar a dar o melhor de si em novos projectos e contribuir sempre com muita originalidade para a música portuguesa: por exemplo, Pacman gravou com os Dias da Raiva. Jay Jay ou João Nobre e Quaresma editam o segundo disco em nome dos Teratron e Virgul é a cara dos Nu Soul Family.

Por isso, talvez este não seja um “adeus” mas um “até já” tal como aconteceu com várias bandas nacionais, no intuito de preservar a “sanidade musical” destes artistas e o desgaste que pode advir de 17 anos de carreira que é com certeza compreensível.