quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O fim da 'Doninha'

Os Da Weasel são uma das bandas inconfundíveis dos anos 90 e que continuaram a surpreender no novo século. A banda que revolucionou a música em Portugal chega ao fim depois de 17 anos de carreira.

É a notícia que espanta o panorama musical português e porque não internacional, e que surpreende mesmo todas as pessoas que gostam de música. Sim, mesmo aqueles que não apreciam tanto a cena Hip Hop porque se há coisa que os Da Weasel tinham era o facto de fazer as pessoas gostarem da sua música, independentemente do estilo e, isso é de génio.


Os Da Weasel são originários de Almada e nem sempre se ouviram na língua portuguesa. A banda começou por cantar em inglês com o tema experimental «Da King (Monkey Version)» e depois com o sucesso «God Bless Johny». Foi a partir daqui que se deu a transição para a língua de Camões e Dou-lhe Com a Alma é o aguardado disco de estreia – 1º álbum do género de uma banda nacional, estávamos então em 1995.


Da formação inicial da banda faziam parte Pacman, Armando Teixeira, Jay Jay (irmão de Pacman) e Yen Sung, mas por volta de 1995 o único elemento feminino sai, Yen Sung, e entra o incontornável Virgul.

As discografias da banda foram todos momentos altos da carreira, das quais fazem parte depois do disco de estreia, o álbum 3º Capítulo de 1997; 2 anos depois surge Iniciação a Uma Vida Banal - O Manual e em 2001 chega o novo álbum de originais Podes Fugir Mas Não Te Podes Esconder onde fica para a história o single «Tás na boa». Em 2004 a doninha lança Re-Definições, o disco onde foram muito bem sucedidos atingindo 60 mil cópias vendidas, de onde sai o tema que pela sua simplicidade se torna estrondoso, falamos de «re-tratamento». Em 2007 e depois de completamente consagrados no panorama musical português, surge aquele que seria o último álbum da banda Amor, Escárnio e Maldizer. Com várias participações especiais, destacam-se os temas «Dialectos da Ternura» e «Mundos Mudos».

Nos destaques internacionais, os Da Weasel levaram a música portuguesa a todo o mundo e actuaram, por exemplo, em Macau e no Olympia de Paris. Ganharam ainda vários prémios ao longo da sua carreira, entre os quais prémio na categoria Best Portuguese Act dos MTV Europe Music Awards por 2 vezes, em 2004 e 2007.

Os Da Weasel foram sem dúvida uma lufada de ar fresco que marcaram uma geração e onde nos fez acreditar que "não existem problemas, só existem soluções".
Mas eles vão continuar a dar o melhor de si em novos projectos e contribuir sempre com muita originalidade para a música portuguesa: por exemplo, Pacman gravou com os Dias da Raiva. Jay Jay ou João Nobre e Quaresma editam o segundo disco em nome dos Teratron e Virgul é a cara dos Nu Soul Family.

Por isso, talvez este não seja um “adeus” mas um “até já” tal como aconteceu com várias bandas nacionais, no intuito de preservar a “sanidade musical” destes artistas e o desgaste que pode advir de 17 anos de carreira que é com certeza compreensível.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Festival Mata Açorda


O «Som» está de volta... sim, sorrryy pelo afastamento mas já há algum tempo que não tinha oportunidade de pôr os leitores a par das novidades e opiniões do blog.

E para bem recomeçar, trago hoje um post bem «XPTO».

«Festival Mata Açorda»... hummm... parece algo cómico mas o espírito é esse.

O «Festival Mata Açorda» é um evento de artes, inédito, que se realiza em Ourique no dia 3 de Julho de 2010.

Neste festival inserem-se vários eventos culturais, entre os quais a actuação de bandas emergentes, sendo este o mote e o destaque deste evento.

Além disso, serão desenvolvidos vários workshops, actividades radicais e actuação de tunas académicas.

O Festival «Mata-Açorda» é promovido por um conjunto de jovens do concelho de Ourique, que não aceitam a condição de pobreza cultural que alguns querem associar ao interior alentejano. Por isso, querem enriquecer e dinamizar culturalmente não só a região alentejana como também a vila de Ourique, local privilegiadamente bem localizado, tornando o festival como factor de atracção e desenvolvimento turístico.

No âmbito do festival, está a decorrer um concurso de curtas-metragens sob tema livre e com prémios para os três primeiros lugares.

Se ficaram curiosos e querem aproveitar a ocasião para vir desfrutar do Alentejo, juntem-se e façam deste um pequeno grande festival.

Consultem todas as informações, além das confirmações do programa que vai ficando composto e, também, o regulamento do concurso de curtas em http://matacorda.blogspot.com/.

E já sabem, o Festival «Mata Açorda» não é sopas depois do almoço!
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«mata-açorda» festival

«mata-açorda festival does not means resting after lunch.»

The "Mata-Açorda" festival will take place for the first time in Ourique on July 3rd. This festival has several cultural events promoted and hosted by a group of young people from Ourique, who do not accept the cultural poverty condition that some people associate with the inner Alentejo. In this festival will perform emergent bands which are the highlight from it. Also, the festival will have workshops, radical sports and philharmonic bands from universities. An event which intends to be a vehicle of tourism development to the region and, particularly, to Ourique.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Virgem Suta @ Ourique

Virgem Suta. É este o nome da banda revelação do momento composta por dois alentejanos ousados, que se reuniram num projecto também ele repleto de 'ousadia'.

Nuno Figueiredo e Jorge Benvinda são os mentores desta banda proveniente de Beja onde, como eles dizem "...o tempo, é relativo."


Vão estar presentes na vila de Ourique no Cine-Teatro Sousa Telles, dia 18 de Dezembro (Sexta-Feira), pelas 22H00 em concerto acústico com o seu álbum de estreia homónimo.

“Tomo conta desta tua casa”, “Linhas Cruzadas”, “Dança de Balcão” e “Vovó Joaquina” são os primeiros singles que já tocam insistentemente nas rádios e que irão, sem dúvida, marcar presença neste concerto.


Os Virgem Suta integram a nova vaga de música portuguesa de qualidade e cantam amores e desamores com sonoridade acústica, bebendo na música tradicional portuguesa.
A crítica é unânime e segundo a “Revista Actual” do Expresso «É música nova portuguesa, tradicional e contemporânea, com tragos de vinho tinto, ressaca de três dias... e brinde aos avós.».

Duas vozes,
duas guitarras,
e um punhado de canções...

Two voices
two guitars
and a handful of songs...

The band’s originality begins with their name, a mixture of excess and excitement. Love and loveless songs are sung in acoustic sound, with influences of traditional Portuguese music. Virgem Suta are Nuno Figueiredo and Jorge Benvinda. They come from Beja and are considered the new wave of Portuguese music quality. Unassuming superstars, irony is one of their flags. Critical press is unanimous and according to the magazine “Actual” (newspaper “Expresso”): « It's new Portuguese music, traditional and contemporary, with sips of wine, a three-day hangover... and a toast to grandparents. ».
They will be at Ourique with their self-titled album.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Música em anúncios III: Pink vs VW

Trago-vos mais um post, desta feita relativamente à música utilizada a nível publicitário. (ver marcadores)
Desta vez, o anúncio que chamou o meu ouvido à atenção foi o que publicita o novo Volkswagen Polo que, de certeza, quem costuma ver um mínimo de tv ou simplesmente adora fazer zapping, já deve ter reparado e saber de qual estamos a falar... e também que banda sonora foi escolhida para o mesmo ...Sim, a senhora Pink está de volta com o seu recente álbum FunHouse do qual já foram extraídos alguns singles como é o caso do seu "Bad Influence" que, na minha opinião, é o corpo e a alma do anúncio, e aquilo que lhe dá conteúdo e entusiasmo.

A sua mistura de punk/rock/pop proporciona uma garra extremantente apurada ao anúncio e foi completamente bem escolhido, dando-lhe o toque jovem/irreverente que se quer associar ao carro (produto) e ao seu público-alvo.

Não iremos pela via de que, "mas eu nao gosto da Pink, logo não vou adquirir o carro". A Pink tornou-se a imagem da marca mas não é o argumento de autoridade que está aqui em causa, mas o espírito rebelde e irreverente que o mesmo público-alvo terá já só por si, fazendo com que esse produto (o carro - esse segmento de mercado) seja o ideal para si.
A reparar em termos de montagem de planos e sequência do "filme": tudo muito calmo (por assim dizer) e depois parece que tudo "rebenta" ao som da poderosa voz de pink...

Acho que sim.... objectivo alcançado, comunicação eficaz.